34º Festival de Almada | Jorge Reis | No lápis de um designer

Published On Julho 20, 2017 » 548 Views» Cultura, Destaques

Autor da imagem da 34ª edição do Festival de Almada, o designer e projetista Jorge Reis coloca a sua obra gráfica em simbiose com o diálogo dos artistas, que se apresentam em palco. Homens e mulheres de espírito performativo, aos quais conecta os seus ícones de imagem. Os seus ícones são a sua mensagem, que transmite na moldura de letras e formas abstratas.

“Uma união do objeto com os artistas e o público, na constante criação que se formula de cada vez que a obra é apresentada. Reconstruindo, a cada novo momento, novas histórias, através da fruição entre a obra e o público”, contou Jorge Reis recentemente a O Seixalense.

A imagem do Festival de Almada, um dos seus mais recentes trabalhos é exemplo de uma obra “que quero em fruição constante com o público e os artistas deste festival”. Uma interação que busca, como na Obra Aberta, de Humberto Eco, a recriação da obra a cada novo olhar sobre ela, a cada nova suposição de uma história explicativa ou , livremente, interpretativa.

Existe um conceito de transdisciplinariedade na sua obra que atravessa o elo das artes vivido no Festival de Almada. Além do teatro, uma harmonia entre a imagem e a palavra, na expressão da dança, música e poesia.

Com parte da sua obra presente na exposição Terra Plana, Humanismo e Formalismo, Vinte Anos de Prática Projectual em Design Gráfico, 1996-2016, patente na Casa das Cercas, até 30 de agosto. Jorge Reis apresenta uma exposição dividida em sete núcleos, cada um deles com vinte projectos: 20 Cartazes para a cultura; 20 Letras tipográficas; 20 Livros e publicações; 20 Catálogos da obra; 20 Identidades gráficas; 20 Desenhos de processo para o cartaz do Festival de Almada; 20 Pinturas sobre papel.

Jorge Reis revela o objeto de diferentes cartazes e respetivos estudos. Produzidos no âmbito de efemérides como a celebração dos 40 anos do 25 de Abril, ou em específico para a representação imagética de instituições de renome a nível europeu, entre as quais o Museu Ferroviário da Comboios de Portugal (CP). Exposição onde não falta lugar de destaque aos estudos que deram origem ao cartaz da 34ª edição do Festival de Almada.

Atualmente, Jorge Reis é docente na Faculdade de Belas-Artes, no Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual e colaborador na licenciatura de Arquitetura do ISCTE – Instituto de Ciências do Trabalho e da Empresa.

 

Ana Martins Ventura

O Seixalense/ZoomOnline

 

 

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