4 de Outubro: a opção necessária por uma política patriótica e de esquerda

Publicado em Agosto 13, 2015 » Opinião, Política

francisco-lopesNestes tempos difíceis, com incertezas e perigos, as eleições para a Assembleia da República no próximo dia 4 de Outubro são uma oportunidade para cada um marcar a sua posição, seja quanto aos últimos anos, seja quanto ao futuro.

A situação impõe o fim da política de exploração e empobrecimento que PSD, CDS-PP e PS promovem ao serviço do grande capital transnacional. É necessário e possível um caminho de justiça social e desenvolvimento do distrito e do País.

Os candidatos da CDU, do PCP, dos Verdes, da Intervenção Democrática e outros sem filiação partidária, assumem um compromisso de intervenção ao serviço dos interesses dos trabalhadores e do povo, um compromisso assente em profundas convicções, nas provas dadas, no conhecimento da realidade do distrito e num projecto de futuro orientado para o desenvolvimento, a justiça social e a qualidade de vida.

O que dizem, os compromissos que assumem, assentam numa política de verdade. A verdade dum projecto, de valores, duma prática de muitas décadas nas circunstâncias mais complexas e mais difíceis.

Apresentado o balanço do trabalho realizado pelos deputados do PCP e do PEV na Assembleia da República é a altura de assumir o compromisso para a acção nos próximos anos.

O compromisso com uma estratégia integrada de desenvolvimento assente na produção nacional, na criação de emprego, na valorização do trabalho e dos trabalhadores, na melhoria dos salários e pensões, nos apoios às crianças e aos jovens, no apoio aos reformados, pensionistas e idosos, na defesa dos serviços públicos. Uma estratégia que conta no âmbito dos sectores produtivos e das infra-estruturas, com projectos de diferente dimensão, incluindo grandes projectos essenciais ao desenvolvimento da região e do País, articulando a disponibilidade dos recursos, a necessidade de definição de prioridades e o adequado planeamento da sua concretização.

O investimento no aumento da capacidade produtiva na indústria, na agricultura e nas pescas, no apoio ao desenvolvimento do sector do turismo é essencial para a criação de emprego, que deve ser também assegurado com o descongelamento da admissão de trabalhadores necessários, seja para os serviços públicos da administração central nomeadamente nas áreas da saúde e educação, seja nas autarquias locais.

Nesse compromisso integra-se: o desenvolvimento de uma rede pública de creches, a expansão do sistema educativo público pré-escolar; o apoio à cultura; o reforço da rede de ensino superior público, das áreas de investigação e desenvolvimento; a defesa do SNS, designadamente com o reforço dos cuidados de saúde primários, mais profissionais, o reforço e alargamento de valências nos hospitais Garcia de Orta, Barreiro, Setúbal e Litoral Alentejano e a construção do Hospital no concelho do Seixal e do Hospital Montijo / Alcochete.

O compromisso da CDU assume a melhoria e desenvolvimento dos transportes públicos, a universalidade do passe social intermodal, a criação do sistema intermunicipal de captação e abastecimento de água em alta aos municípios da Península de Setúbal e a adopção de medidas de valorização e defesa do património natural.

A CDU compromete-se com uma intervenção para a defesa do poder local democrático e a devolução das freguesias retiradas à população.

São soluções para o Distrito e para o País cuja concretização depende das opções que cada tome nas eleições para deputados à Assembleia da República de 4 de Outubro.

Estas eleições ocorrem num momento particular da situação internacional, europeia e nacional. Os seus resultados vão ter forte impacto nos próximos anos.

Para isso o apoio à CDU é essencial para penalizar o PSD/CDS-PP e o PS, os partidos responsáveis pela degradação da situação do povo, do distrito e do País, para impedir as maiorias absolutas que querem para prosseguir e aprofundar a política de exploração, empobrecimento e declínio nacional.

O apoio à CDU contribui para eleger mais deputados que na Assembleia da República dirão não a todas as malfeitorias contra os trabalhadores e o povo. Contribui para eleger mais deputados que apresentarão e dirão sim às soluções necessárias à melhoria dos direitos e das condições de vida. Contribui para eleger mais deputados que serão base de apoio à ruptura com a política de direita e à concretização da política patriótica e de esquerda que Portugal precisa e do Governo que a leve à prática.

Francisco Lopes

Membro da Comissão Política e do Secretariado do CC do PCP

Deputado eleito pelo círculo de Setúbal

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