A importância da intervenção na prevenção nas dificuldades de aprendizagem específicas

Publicado em Janeiro 11, 2016 » Opinião

Mariza RomeroNa prática clínica, fazemos questão de promover novas estratégias no investimento e desenvolvimento de competências muito específicas da consciência fonológica, desde o jardim-de-infância. Promovo, assim, um modelo de intervenção na prevenção de eventuais dificuldades de aprendizagem na leitura e escrita, sentidas após entrada no primeiro ciclo do ensino básico.

Atenta à taxa de alunos que, em Portugal, apresentam dificuldades na leitura e escrita e até mesmo no cálculo, no final do primeiro ciclo e baseada no modelo psicolinguístico, promovo a importância na prevenção das dificuldades de aprendizagem, pois é imprescindível o desenvolvimento de competências linguísticas no jardim-de-infância para que estes casos de dificuldades de aprendizagem diminuam.

Embora ainda nestas idades, 3 aos 6, o processador ortográfico pareça ter um papel menos importante, as crianças estão sempre expostas à escrita, através de livros, cartazes, rótulos de garrafas e estímulos diversos.

É importante que as crianças percebam desde cedo que a escrita e a fala estão numa relação muito estreita. A fala constitui uma cadeia de sons às quais somos capazes de atribuir significados. Este conhecimento é decisivo para a aprendizagem posterior da leitura. A leitura, por sua vez, exige um nível mínimo de consciencialização relativamente à existência do fonema enquanto elemento estruturante de uma escrita alfabética (fonema-grafema).

Estimular e promover a linguagem é estimular o desenvolvimento cognitivo, afetivo, as relações humanas e o bem-estar físico e mental não só da criança como de toda a comunidade que a envolve.

Num sistema de trocas, ganhos e perdas, adquirimos competências emocionais, sociais e académicas através de todos os estímulos internos e externos que nos rodeiam e do bom uso das nossas funções executivas.

Sabendo que, para além dos fatores neurológicos, psicológicos, familiares e socioculturais, existem os fatores institucionais que têm um papel também preponderante no bom desenvolvimento da criança, as escolas devem espelhar as melhores estratégias para potenciar o melhor desenvolvimento académico dos seus alunos.

Em clínica privada, podemos identificar, diagnosticar e intervir através de um protocolo de intervenção/reeducação adequado. Não hesite em procurar ajuda para o seu educando.

Marisa Romero

Psicologia Clínica e Neuropsicologia Escolar

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