Associação de Socorros Mútuos homenageada pelo 130º aniversário e apoio incondicional à cidade

Publicado a Julho 18, 2018 » 399 Views» Destaques, Saúde, Sociedade, Últimas

Fernando Paulino afirma que a atividade das associações mutualistas “foi no passado, é no presente e será no futuro, um dos pilares de proteção aos mais carenciados, complementando o sistema público”.

Fernando Paulino, presidente da direção da Associação de Socorros Mútuos Setubalense (ASMS) viveu o momento de celebração dos 130 anos desta instituição com grande emoção, rodeado pelas recordações e homenagens dos mais antigos associados e colegas de trabalho no mutualismo. “É consensual se dissermos que o sector social foi o que mais resistiu às crises da nossa sociedade. As instituições de solidariedade social conseguiram sempre nos momentos de crise, com muito esforço manter empregos e o apoio social às populações”.
Na visão de Fernando Paulino a atividade das associações mutualistas “foi no passado, é no presente e será no futuro, um dos pilares de proteção aos mais carenciados, complementando o sistema público, sendo alternativa em diversas áreas, como por exemplo no apoio à saúde em diversas especialidades”.

Uma realidade que deixa bem frisada através de uma exigência “de reconhecimento e decisões públicas que venham ao encontro das nossas capacidades, história e, sobretudo, enorme vontade de fazer”, afirma.

Inovar para alcançar mais apoio à população A criação de novos protocolos com entidades parceiras, públicas e particulares, no apoio social “tem sido uma forte aposta da ASMS, de modo a criar novas respostas, “para abranger outro tipo de população co novas exigências”, reflete Fernando Paulino.
Um momento em que não pode deixar de referir uma crítica às novas políticas de atribuição de fundos comunitários ao abrigo do Portugal 2020 que, no seu parecer, “esqueceu as pessoas e valorizou apenas mais equipamentos”.

Novas ofertas para os novos desafios da sociedade “Novas ofertas devem ser ponderadas para responder aos novos desafios da sociedade. O Portugal 2020 ficou muito aquém do pensado para as necessidades do setor”. É esta a posição de Fernando Paulino sobre o programa Portugal 2020. “A requalificação dos equipamentos é importante e a maioria das instituições não tem capacidade para esse investimento. Mas recorda que “o mais importante são as pessoas apoiadas diretamente”.

Também Natividade Coelho, diretora do Centro Distrital de Setúbal da Segurança Social, refere que, “o Portugal 2020 foi negociado em 2013 e dentro do que foi negociado ignorou as pessoas. Portanto não há pessoas dentro do programa Portugal 2020”. Natividade Coelho sublinha o que na Área Metropolitana de Lisboa algumas autarquias “ainda conseguiram colocar no pacto investimento na área social mas ele desapareceu completamento do Portugal 2020. Esperemos que essa situação ainda possa ser invertida. Mas teremos edifícios inteligentes, ciclovias. Pessoas não”.

O Setubalense/ZoomOnline

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