Autarquias contestam gestão dos lucros da Amarsul

Publicado em Maio 2, 2017 » Sociedade, Últimas

Os municípios do Seixal, Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Sesimbra e Setúbal estão contra a proposta de aplicação de resultados e distribuição de dividendos aos acionistas da AMARSUL– Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos.

O conjunto de municípios detentores de 49% do capital considera que os dividendos devem reverter para a Amarsul, com vista a aumentar a sua sustentabilidade económico-financeira e eficiência. Uma tomada de posição declarada em assembleia geral, objetivando futuros reflexos positivos no valor das tarifas e na defesa dos interesses das populações, que beneficiam dos serviços de tratamento de resíduos.

No parecer da Câmara Municipal do Seixal a privatização da AMARSUL, atualmente gerida pelo grupo SUMA/MOTA-ENGIL conduziu a uma “degradação do serviço público prestado às populações, no aumento das tarifas a pagar pelo município e pelos utentes”, desvalorizando os objetivos ambientais de proteção e sustentabilidade, assim como as caraterísticas de serviço público voltado para o bem-estar da população.

Na atual conjuntura, os acionistas municipais consideram que a empresa deve adequar a sua atividade à implementação do novo regulamento tarifário, otimizando a relação custo/benefícios. Assim como desenvolver todos os esforços que visem a concretização dos pagamentos por parte da Sociedade Ponto Verde, no que se refere à triagem mecânica de resíduos indiferenciados. Sendo, para tal, necessário elaborar um plano de investimentos adequado às necessidades dos municípios e das populações. Contexto no qual os dividendos, no parecer dos municípios, seriam melhor aplicados.

A autarquia do Seixal recorda a gestão pública da Amarsul, nos dezassete anos em que esteve à responsabilidade exclusiva do Estado e dos municípios, como um período em que “a empresa viu nela serem reinvestidos os seus dividendos, numa clara opção de melhoria de prestação de um serviço público, com vista ao aumento de cobertura, eficiência do sistema e defesa do ambiente”.

Enquanto acionistas e clientes, os municípios mantêm também as suas posições contra a privatização da empresa. Uma vez que, de acordo com a sua tomada de posição, esta nova organização altera os objetivos inerentes à missão de um serviço público, através de um contrato de concessão privada por um período de 25 anos.

O Seixalense/ZoomOnline

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