Casal de mecenas alemão oferece “golfinhos” à cidade

Publicado em Julho 3, 2017 » Cultura, Destaques, Sociedade

Golfinhos esculpidos em dez blocos de mármore do Alentejo podem ser admirados na principal rotunda de entrada na cidade através da A12. A peça escultórica foi oferecida pela Fundação Buehler-Brockhaus, constituída por um casal de mecenas alemão, que se apaixonou por Setúbal. É a quinta obra oferecida à cidade pela Fundação.

Marion Buehler-Brockhaus e o marido, Hans-Peter Buehler, casal alemão que se apaixonou por Setúbal ofereceram à cidade a peça escultórica da autoria de Carlos Andrade, que exalta o golfinho roaz-corvineiro na principal rotunda de entrada na cidade pela A12. A cerimónia de inauguração realizou-se ao final da tarde da passada quinta-feira e contou com a presença dos responsáveis pela Fundação Buehler-Brockhaus, do escultor Carlos Andrade e da presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, que descerraram uma placa alusiva à efeméride. Para Maria das Dores Meira, “os nossos roazes-corvineiros são parte essencial da forte identidade setubalense” e por isso “quisemos homenageá-los nesta obra ao recriar artisticamente os belos movimentos destes mamíferos marítimos”, em 250 toneladas de pedra mármore branca, com dimensões aproximadas de 15 metros de largura, 2 de profundidade e 4 de altura.

A edil sadina agradeceu ao casal de mecenas, afirmando que “não há palavras suficientemente fortes para expressar a gratidão que sentimos. É uma honra tê-los como cidadãos de Setúbal, uma alegria saber que se sentem setubalenses de corpo inteiro e que a vossa marca perdurará nesta pedra branca por muitos anos”, disse Maria das Dores Meira. Esta peça escultórica é a quinta obra doada à cidade pela Fundação Buehler-Brockhaus, no âmbito de um protocolo de colaboração celebrado com a Câmara Municipal de Setúbal, depois de três figuras evocativas de profissões no Mercado do Livramento da autoria do cartoonista e escultor Augusto Cid (talhante, vendedor de flores, ovos e galinhas e carregador de peixe), em 2012; um conjunto escultórico no exterior no Fórum Luísa Todi (2012), e da escultura “Zéfiro”, na rotunda do Monte Belo Norte (2013), ambos do escultor Sérgio Vicente Lisboa, e as “Sardinhas”, de Luísa Perienes, na rotunda das Fontaínhas (2015).

“Soubemos que a senhora presidente da câmara procurava uma escultura emblemática para instalar nesta rotunda no final da A12, e apaixonámo-nos pela ideia de doar a quinta peça de arte à cidade”, contou Marion Buehler-Brockhaus, explicando que em Fevereiro de 2015, levaram a presidente da autarquia a conhecer os primeiros esboços da peça de Carlos Andrade e “foi logo tomada a decisão de instalar os golfinhos na rotunda mais emblemática da cidade”.
“Estamos orgulhosos de sermos setubalenses, não de cara mas de coração, e esperamos que os golfinhos alegrem os setubalenses e todos os nossos visitantes”, frisou.

Para a concepção da peça, foram escolhidos dez blocos de mármore de Estremoz, “o ouro branco do Alentejo”, segundo a mecenas, com o peso inicial de 300 toneladas, levados para uma pedreira em Sintra, que serviu de local de trabalho para Carlos Andrade, ao longo de vários meses.
Para o escultor, os golfinhos do Sado, uma das três comunidades sedentárias em todo o mundo, são “a singularidade de Setúbal”, e, por isso, esta peça “não é uma obra de decoração de uma rotunda qualquer, mas, sim de arte pública que merece reflexão”, sublinhou.

O Setubalense/ZoomOnline

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