Cidade homenageia vida e obra de Almeida Carvalho como referência da região

Publicado em Setembro 11, 2017 » Cultura, Destaques, Sociedade, Últimas

O Auditório do antigo Quartel de Infantaria 11 recebeu, esta sexta-feira e sábado, um encontro de homenagem João Carlos d’Almeida Carvalho, fundador do jornal O Setubalense e importante referência para a cidade, no âmbito das Comemorações do II Centenário do seu nascimento. No evento, estiveram presentes várias figuras da cidade e da região nestes dois dias de viagem pelas histórias de Setúbal.

“Atingir o equilíbrio entre memória e esquecimento não é tarefa fácil e muito menos consensual. A história de uma cidade exige materializações em que a mesma se possa exprimir e através das quais consiga representar a sua identidade”, começou por dizer Joaquina Soares, do Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal e da Associação de Municípios da Região de Setúbal na apresentação do encontro de homenagem a João Carlos d’Almeida Carvalho, acrescentando que este evento marcou o regresso do tema da arqueologia urbana em estreita aliança com a história local e celebração da memória desta importante individualidade ligada à cidade.

As Jornadas de Arqueologia Urbana e História Local trouxeram à cidade um conjunto de especialistas para partilhar e debater conhecimento sobre estes dois temas, para os quais Almeida Carvalha contribuiu de forma determinante, com a recolha, classificação e estudo de um vasto acervo historiográfica e com a fundação da Sociedade Archeologica Lusitana, no ano de 1849, com o propósito de realizar escavações em Tróia onde supostamente se encontravam as raízes da identidade setubalense.

Também presente na sessão de abertura esteve o Vereador Pedro Pina, que definiu o encontro como “um testemunho que queremos deixar de que nunca é vã a dedicação de uma vida inteira ao estudo, à pesquisa e à partilha dos conhecimentos adquiridos, não raras vezes com muito esforço e sacrifício”, acrescentando que “no futuro haverá sempre alguém que vai aprofundando, ampliando e partilhando, contribuindo para a eternização do conhecimento, que comprova e revela no presente o que é passado”.

O autarca aproveitou ainda para saudar a homenagem que tem sido feita desde março com as várias iniciativas realizadas, com organização do Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal, da Associação de Municípios da Região de Setúbal, da Câmara Municipal de Setúbal, do Arquivo Distrital de Setúbal, da Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão, e da Universidade Sénior de Setúbal.

Importa ainda referir que da Comissão Científica desta iniciativa fazem parte Albérico Afonso Costa, do Instituto Politécnico de Setúbal, Ernesto Castro Leal, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Glória Santos, do Arquivo Distrital de Setúbal, Joaquina Soares, do Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal e do Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa, Laurinda Abreu, da Universidade de Évora, bem como Victor S. Gonçalves, professor Catedrático Jubilado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

No que diz respeito à comissão executiva, a mesma é composta por António Cunha Bento, da Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão, A. H. Quaresma Rosa, da Universidade Sénior de Setúbal, Carlos Mouro, investigador de História Local, Carlos Tavares da Silva, do Centro de Estudos Arqueológicos e Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal, Horácio Manuel Jorge da Pena, do Serviço Municipal de Bibliotecas e Museus e Luís Liberato Baptista, diretor do Departamento de Cultura da Câmara Municipal de Setúbal.

O Setubalense/ZoomOnline

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