Contas da câmara aprovadas com os votos contra da oposição

Publicado em Abril 21, 2017 » Destaques, Economia, Política, Sociedade, Últimas

A prestação de contas de Setúbal foi aprovada pela maioria CDU, com os votos contra do PS e da Coligação PSD/CDS. Os socialistas consideram “um orçamento impossível de realizar” e o PSD/CDS afirma que “a receita está exageradamente empolada” e ”o investimento previsto é inexequível”.

A edil Dores Meira considera que o resultado líquido financeiro do exercício de 2016 expressa “uma consolidação no equilíbrio financeiro, que se vem verificando nos últimos anos”. A proposta refere que houve um crescimento na receita de 3,3 milhões de euros, enquanto a poupança corrente registou 12,6 milhões de euros. Por outro lado, realça que “além do bom desempenho financeiro, evidenciado pela poupança corrente, destaca-se em 2016 o excedente de 8,4 milhões de euros obtidos através do apuramento do saldo corrente deduzido das amortizações”.

Dores Meira evidencia o prosseguimento da resolução dos compromissos assumidos em que “se verifica uma diminuição continuada nos compromissos por pagar”, e “uma redução da dívida de médio e longo prazo, no montante de 4,4 milhões de euros”. Também a de “curto prazo a terceiros teve uma descida de 13,8 milhões de euros”. A manutenção da capacidade legal de endividamento é realçada pela presidente da autarquia, com“a diminuição das dívidas de curto e de médio e longo prazos, em 13,8 e 4,4 milhões de euros”.

Orçamento “impossível”

Os argumentos da maioria CDU não convenceram os socialistas, que consideram “um orçamento impossível de realizar”, quer pela via da receita, “exageradamente empolada”, quer pela do investimento previsto, “claramente inexequível”. O PS diz que o orçamento de 135,6 milhões “foi cumprido apenas em 61,6 por cento”, já que “dez milhões foram obtidos à custa de três empréstimos de curto prazo”, e“se forem retirados à receita, esta situa-se em cerca de metade do previsto”. Por outro lado, referem o crescimento do IMI que este ano “atinge o valor máximo de 25,5 milhões de euros”, mas “a baixa do IMT em cerca de 1,3 milhões representa um abrandamento na comercialização de imóveis”. Também o investimento previsto “caiu e teve um nível de execução de cerca de 27,2 milhões de euros”, realçam.

Para o PS, a Prestação de Contas “vem confirmar a incapacidade da CDU em executar os projectos e as grandes obras” como “o parque urbano da várzea, a nova biblioteca ou o terminal 7, que dificilmente se concretizarão no presente mandato” porque “as promessas eleitorais não passaram disso mesmo”. Luís Rodrigues, da Coligação PSD/CDS, explicou o voto contra porque “existe o empolamento das receitas para permitir realizar despesa sem a devida cobertura real” e considera “impossível executar o orçamento anual previsto, porque para um orçamento global final com despesas de 135 milhões de euros, apenas se obtiveram receitas no valor de 83,3 milhões”. O autarca reconhece “uma melhoria ao nível do endividamento”, mas argumenta que “foi conseguido principalmente à custa da reduzida taxa de concretização do Plano de Investimentos de apenas 27 por cento”. “Dos 31,3 milhões de euros previstos realizar no Plano de Investimentos apenas se concretizaram 8,3 milhões”, remata.

O Setubalense/Zoomonline

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