D. João II entre as melhores escolas solidárias

Publicado em Junho 16, 2017 » Destaques, Educação, Últimas

Mais de 39 mil alunos e professores participaram no programa Escolas Solidárias da Fundação EDP, com 47 escolas distinguidas em todo o país e mais de 3 milhões de horas solidárias em projectos de apoio à comunidade. A Escola Secundária D. João II de Setúbal foi uma escolas distinguidas no Encontro Nacional Escolas Solidárias Fundação EDP deste ano.

“Setúbal é uma zona muito activa, tem muitas escolas interventivas com projectos muito maduros. Nota-se que têm uma noção de comunidade muito grande, ao contrário do Alentejo e de Lisboa, que são mais frágeis”, refere Margarida Pinto Correia, diretora de Inovação Social da Fundação EDP.

O projecto Escolas Solidárias Fundação EDP é um movimento de cidadania ativa que incentiva alunos do 2ª ciclo ao ensino secundário, público e privado de Portugal Continental e Ilhas, a envolverem-se ativamente na resolução das questões sociais que afetam a sua comunidade, usando as suas próprias ferramentas. De forma a tornar os elementos da comunidade escolar agentes de mudança positiva, os alunos desenvolveram projetos que contribuíram para a melhoria de situações identificadas nas suas comunidades em áreas como a pobreza e a fome, desemprego/sustentabilidade económica, educação/literacia, saúde, sustentabilidade ambiental e parceria global para o desenvolvimento humano, em linha com os objetivos de desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas.

Margarida Pinto Correia explica que a 7ª edição “fica marcada por um crescimento de 25% no número de escolas participantes em todos os distritos do país, e pela primeira vez também nas ilhas. O entusiasmo com que todos os anos os alunos e professores desempenham um papel ativo na construção de uma sociedade mais equilibrada e sustentável é a melhor recompensa para todos os envolvidos nesta iniciativa”.

A Fundação lança o desafio às escolas, qualquer escola se pode inscrever com vários grupos e projectos, associando-se à plataforma online. Posteriormente, conhecem-se umas às outras, podendo criar sinergias e gerir os recursos disponíveis entre si. “Há partilha e entreajuda, que é indispensável para um processo como este”, considera Margarida Pinto Correia, que está envolvida neste projecto “de alma e coração”. “Estamos a semear para que se tornem cidadãos desenvolvidos e cada pessoa vale uma semente, cada miúdo vai ser um miúdo diferente. Isto existe e está a ser feito, queremos todos a bordo e podemos fazer a diferença”, acrescenta.

Escola de Setúbal premiada por projecto da Fundação EDP A Escola Secundária D. João II de Setúbal foi uma das escolas distinguidas no Encontro Nacional Escolas Solidárias Fundação EDP, deste ano. Tendo concorrido com o programa Away, a D. João II centrou-se nos problemas que surgem a pessoas que se encontram longe de casa, nomeadamente na problemática dos refugiados, com conferências, acções humanitárias e outras actividades para sensibilizar a comunidade no geral para estas questões.

“Deslocámos uma equipa de três elementos da escola, eu, a professora Ana Silva e a aluna Raquel Rilhó fomos a Atenas fazer voluntariado durante oito dias num campo de refugiados, em Skaramagas, através do My Friend, um projecto português que também dá apoio ao nível da educação no campo de refugiados”, explica Fátima Campos, professora da D. João II envolvida neste projecto, que considera muito importante uma vez que dá voz e reconhece o trabalho desenvolvido pelas escolas. Na nossa cidade, têm ainda sido promovidas várias actividades com as crianças das famílias recolocadas aqui e outras iniciativas de trocas de saberes, com pernas para continuar no futuro, com o objectivo de acolher o melhor possível estas pessoas em Setúbal.

“É importante que as escolas promovam acções humanitárias, junto da comunidade e dos seus alunos, para além da parte curricular e da certificação. As escolas precisam de se preocupar com estas duas vertentes porque precisamos de cidadãos que sejam proactivos. A D. João II é uma escola disponível para este tipo de projectos e é preciso que o Ministério da Educação incentive e valorize as escolas que desenvolvem este tipo de projectos”, concluiu.

O Setubalense/ZoomOnline

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