Estátua de mestre Carlos Alberto Ferreira Júnior inaugurada em clima de emoção

Publicado a Abril 27, 2018 » 491 Views» Cultura, Destaques, Sociedade, Últimas

A estátua de Carlos Alberto Ferreira Júnior foi inaugurada num clima de ternura e emoção, em Azeitão. A presidente Celestina Neves lembrou “temos e teremos sempre uma dívida de gratidão perante este Grande Azeitonense”.

O Dia da Liberdade foi escolhido para a inauguração da estátua a Carlos Alberto Ferreira Júnior, o mestre Carlos, um antifascista convicto, que participou na construção da Sociedade Perpétua Azeitonense, dinamizador da construção do lar da AURPIA e criador do Centro Infantil Sebastião da Gama, na Casa do Povo.

Um homem a quem Azeitão muito deve
Celestina Neves, presidente da freguesia de Azeitão, começou por lembrar “temos e teremos sempre uma dívida de gratidão perante este Grande Azeitonense” e “esta homenagem não podia ser noutro dia, senão no 25 de Abril”. Um mar de gente concentrou-se junto ao Largo do Rossio, sob o olhar atento de Sebastião da Gama, num espaço lindo banhado de sol, onde os autarcas, os dirigentes do movimento associativo e os filhos do mestre Carlos fizeram questão de marcar presença. Diamantino Estanislau, autarca da freguesia, lembrou o mestre, que “foi operário, orador, escritor, pintor, um bom homem dedicado ao povo e respeitado por todos”. Carlos Alberto Ferreira Júnior, garante quem o conheceu, “nunca desistiu de lutar pela paz, pela liberdade e democracia. Um homem a quem muito deve a nossa terra de Azeitão”.

Os filhos do homenageado marcaram presença e a filha mais velha, Natércia Ferreira, destacou “o meu pai amava o povo e sentia-se povo” e “era um homem de coragem, quando os tempos não eram nada bons”.

Também a presidente Celestina Neves partilha da mesma opinião ao afirmar “era um homem invulgar e defensor de direitos com um forte espírito associativo” e garantiu “ao contrário dos especialistas do mal dizer o Carlos Alberto, esteja onde estiver, está feliz”.
Já Maria das Dores Meira, presidente da Câmara de Setúbal, lamentou não “ter privado com este homem que deixou tantas saudades” e “prestar-lhe homenagem neste Dia da Liberdade, é uma forma de nos associarmos a esta singela homenagem, que por ser tão singela é enorme”.

A homenagem a este azeitonense, falecido em Julho de 1997, terminou com a actuação da Orquestra Típica Cantares de Azeitão dirigida pelo maestro Caineta, que interpretou alguns temas da autoria do mestre, finalizando com a composição “Uma gaivota voava, voava”. Depois brindou-se com moscatel e doces típicos de Azeitão, perante, o olhar atento do mestre, numa estátua realista, onde foram captados todos os pormenores.

O Setubalense/ZoomOnline

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