“Estive contra negócio com a Pluripar”

Publicado a Fevereiro 27, 2017 » 2798 Views» Desporto, Destaques, Últimas

Um dos candidatos à presidência do Vitória, Vítor Hugo Valente, esclareceu através de entrevista a O Setubalense que jamais assinou algum dos protocolos de vendas de terrenos do Bonfim, negando assim algumas acusações de que vem sendo alvo nas redes sociais.

“Nunca assinei algum dos protocolos de vendas dos terrenos. Não estive em direções nem tive ligação direta ou indireta a esse tipo de negócios. Quando, em 2000, na célebre Assembleia Geral (AG) da Anunciada, os sócios do Vitória aprovaram maioritariamente o projeto Vitória século XXI, de substituição do Estádio do Bonfim, ir para o Vale da Rosa… Com essa aprovação, foi decidido pelos sócios que era necessária uma comissão de acompanhamento, para verificar o contrato que viesse a ser feito, o parceiro que viesse a ser escolhido, etc.”, começou por explicar, relativamente a um assunto com quase duas décadas de existência.

“O sr. Fernando Pedrosa foi nomeado presidente dessa comissão, com poder de escolher a sua composição. Fui convidado. Tinha estado na AG e tinha votado contra, mas fiquei honrado com o convite e aceitei, até para fiscalizar o processo. A dada altura, e face à escolha da Pluripar como parceiro, entendi apresentar uma declaração de voto contra, relativamente àquilo que ali estava. Fui-lhe entregar e a declaração foi anexada à ata. E está lá no livro de atas”, acrescentou o candidato.

“Na altura, a direção presidida por Jorge Goes tinha o projeto de que o Estádio do Bonfim saísse do Bonfim e fosse construído no Vale da Rosa, porque ia ser lá construído um empreendimento. Entendeu-se que era a melhor forma de sustentar o Vitória. No Bonfim, seria construída uma superfície comercial e unidades de habitação, com o Vitória a ter o direito de superfície e a receber uma renda. Esse negócio foi por água abaixo. Para mim, Bonfim é no Bonfim!”, vincou.

“Disse, na tal declaração, que “no essencial afigura-se-me pouco transparente a metodologia de consulta aos promotores, uma vez que a mesma não foi procedida de aviso público”. Entendi que não era claro. Não estava convencido da bondade daquele processo. Não assinei favoravelmente, porque achava que me iria violentar. Fui entregar a declaração em mão ao sr. Fernando Pedrosa, que quando me encontro com ele, me diz que fui o único que lhe entregou em mão uma declaração contra. Também disse que discordava das contrapartidas a receber pelo Vitória, as quais, no mercado da altura, eram manifestamente reduzidas”, esclareceu Vítor Hugo Valente.

 

[5ª e última parte da entrevista a Vítor Hugo Valente]

O Setubalense/Zoomonline

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