Golfinho desaparecido

Publicado a Fevereiro 27, 2017 » 499 Views» Destaques, Sociedade, Últimas

Uma das duas crias que nasceram no ano passado no seio da comunidade de roazes corvineiros do Estuário do Sado está desaparecida desde o fim do ano passado.

O Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) não considera, para já, que esta tenha falecido, uma vez que não foi observado ou recebida informação do aparecimento de qualquer cadáver. “Há cerca de 2 meses que a cria não tem sido observada nas ações de monitorização, contudo não pode o ICNF neste momento confirmar que a mesma tenha morrido”, esclarece fonte oficial do instituto.

Outra opinião tem Pedro Narra, responsável pela empresa de avistamento de golfinhos Vertigem Azul. “A cria nasceu em agosto e desapareceu em outubro. Ou foi levada por outro grupo de golfinhos ou então faleceu”. A segunda hipótese será, na sua opinião, a mais provável. “As crias ficam junto das progenitoras até aos três, quatro anos e só aí se tornam independentes. Com seis meses começam a aprender a caçar”. A hipótese de ter sido levada por outro grupo de golfinho só se coloca se um dos membros estivesse a amamentar uma outra cria. Nunca, na história da comunidade de roazes corvineiros do Estuário do Sado houve um episódio em que uma cria se ausentasse durante tão largo período de tempo numa altura crucial do seu desenvolvimento e regressasse. Pedro Narra desvaloriza ainda o facto de nenhum cadáver ter dado à costa. “Um golfinho que morra no Sado pode dar à costa a largas dezenas de quilómetros, isto se der à costa”, conclui.

Por seu lado, o ICNF, explica que a equipa responsável pelo acompanhamento e monitorização de roazes na Reserva Natural do Estuário do Sado, tem verificado uma maior presença dos animais fora do estuário, “o que muitas vezes impossibilita a observação do grupo na sua totalidade”. Tal fenómeno “poderá estar associado à procura de alimento que nesta altura do ano é mais abundante fora do estuário”.

A população de roazes corvineiros conta actualmente com 29 animais. A comunidade registou um acentuado declínio após as décadas de 80 e de 90 do século passado, tendo registado um mínimo de 25 animais em 2011.

O Setubalense/Zoomonline

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