Governo promete investir no reforço da Transtejo entre o Seixal e Lisboa

Publicado em Julho 4, 2017 » Destaques, Últimas

O Governo vai investir 10 milhões de euros no reforço da frota da Transtejo para “repor a operacionalidade” das ligações fluviais entre o Seixal e o Cais do Sodré (Lisboa). Mas o fluxo que existia até 2011, quando o governo PSD/CDS cortou 16 carreiras entre estas duas margens, ainda vai ter de esperar.

“Temos 27 carreiras entre o Seixal e Lisboa, e 26 no sentido contrário, pretendemos que sejam repostas as 35 carreiras a partir do Seixal e 34 vindas de Lisboa”, refere o presidente da Câmara do Seixal, Joaquim Santos, que no final da passada semana apresentou esta reivindicação ao Ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, que também tem a tutela dos transportes.

“O ministro transmitiu-nos que, neste momento, não há condições para repor as ligações que existiam até 2011”. Mas ficou aberta a porta para “no próximo ano voltarmos a conversar sobre retomar as ligações que antes existiam”, avança o presidente da Câmara do Seixal a O Seixalense. Para já, o que foi avançado pelo Governo, é que “vai investir 10 milhões de euros no reforço da frota da Transtejo para repor a operacionalidade das ligações entre o Seixal e Lisboa”, diz o autarca.

Joaquim Santos propôs ainda ao ministro João Matos Fernandes a criação de carreiras fluviais transversais aos concelhos da margem sul – entre a Trafaria, Seixal, Barreiro e Montijo –, e uma outra a ligar o Seixal ao Parque das Nações (Lisboa). Mas sobre estas propostas o governante nada avançou.

“O ministro não abriu qualquer possibilidade a estas propostas. Disse apenas que o Governo está a preparar a estratégia de transportes públicos na Área Metropolitana de Lisboa, pelo que ainda não há condições de apresentar novas perspetivas”, refere Joaquim Santos.

Na mesma reunião o presidente da Câmara do Seixal aproveitou para apresentar um dossiê sobre a descontaminação dos solos, relacionado com a Siderurgia Nacional, e outro sobre o realojamento social de cerca de 400 famílias de Vale de Chícharos e Santa Marta. Duas matérias que João Matos Fernandes “disse que vai analisar”.

O Seixalense/ZoomOnline

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