Greve na AMARSUL afeta recolha de lixo nos nove municípios da península de Setúbal

Publicado em Abril 30, 2014 » Sociedade, Últimas

AmarsulA greve dos trabalhadores da AMARSUL, que decorre hoje e sexta-feira, em protesto contra a privatização do setor dos resíduos, está a impedir a recolha de lixo nos nove concelhos da península de Setúbal, disse fonte sindical.

“Algumas autarquias estão a fazer a recolha de lixo, mas só o podem fazer até ao limite da capacidade das viaturas, porque depois não podem fazer a descarga de resíduos”, disse José Lourenço, do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul.

“Cerca de 90 por cento dos trabalhadores do setor da produção da empresa de tratamento de resíduos da Península de Setúbal [AMARSUL – Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos] aderiram hoje à greve”, acrescentou José Lourenço, salientando que o sindicato ainda não dispõe de dados sobre a adesão à greve dos trabalhadores da área administrativa.

De acordo com o sindicato, “no concelho de Palmela saiu apenas uma viatura para a rua mas não houve qualquer entrada em aterro. No Seixal só está a funcionar a triagem e o ecoparque de Setúbal está completamente parado”.

Os trabalhadores da AMARSUL cumprem hoje o primeiro de dois dias de greve em protesto contra a privatização da Empresa Geral de Fomento (EGF), que controla 11 empresas de tratamento de valorização de resíduos de todo o País.

Segundo dados fornecidos pela União de Sindicatos de Setúbal, afeta à CGTP, a EGF tem um património avaliado em cerca de mil milhões de euros e registou lucros de mais de 62 milhões de euros nos últimos três anos.

A Associação de Municípios da Região de Setúbal, que também contesta a privatização da EGF, acusa o Governo de querer entregar aos privados empresas que fizeram investimentos públicos significativos e que poderão vir a ser “malbaratados” no futuro.

A AMARSUL é responsável pela recolha e valorização de resíduos nos concelhos de Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal.

Lusa/Zoomonline

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