Irmãs detidas e presentes a juiz por homicídio qualificado

Publicado a Abril 11, 2018 » 3894 Views» Destaques, Sociedade, Últimas

A Polícia Judiciária confirma que as irmãs Rafaela e Inês vão ser agora presentes a juiz para aplicação das medidas de coação de homicídio qualificado, por parte de Rafaela, sobre a sua filha recém-nascida e co-participação, da parte de Inês.

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No passado dia 9 de abril Rafaela, de 25 anos, decidiu dar à luz em casa com a ajuda da irmã gémea, Inês. As duas vivem em Corroios e partilham morada. No momento do nascimento Inês deferiu golpes certeiros no peito da sua filha, provocando a sua morte imediata. Após o sucedido a irmã e tia da criança, ligou para o 112 para alertar que teria ocorrido uma situação de parto e morte em sua casa.
Em declarações a O Setubalense, fonte próxima da Polícia Judiciária (PJ) declarou que “não se conhece quais as motivações da tia, para a meio dos atos chamar as autoridades”. Hoje “é expectável que ambas as irmãs sejam hoje presentes a juiz com acusação de homicídio qualificado, para a mãe da criança [Rafaela] e co-autoria por parte da tia [Inês] da criança, presente no momento do parto”. Esta última passou a noite sob custódia, enquanto Rafaela, devido a complicações pós-parto está internada no Hospital Garcia de Orta. A PJ está a aguardar a sua alta a qualquer momento para efectuar detenção. “Algo que esperamos que aconteça até cerca das 14h00”.
Este caso, segundo a mesma fonte da PJ, “sofreu algumas pressões externas desde o início, por parte da comunicação social, quando ainda precisávamos de avaliar as condições em que acontecimento o nascimento, quem estava presente, quem tinha conhecimento da gravidez e quais foram os atos das duas irmãos enquanto se encontraram sozinhas e decidiram matar a criança”.
Segunda Rafaela afirma, ninguém na família sabia da gravidez, nem mesmo o seu companheiro atual, ou sequer a irmã. Esta apenas teria sabido no momento do parto. Sobre estas questões a PJ ainda não pode precisar garantias. “Estamos a aguardar que as duas sejam presentes a juiz para aplicar a medida de coação e depois efetuaremos outros interrogatórios de modo a esclarecer todas as possibilidades que neste momento estão sobre a mesa”. No entanto uma coisa a mesma fonte da PJ precisa “este foi um crime pensado e feito em co-autoria. E isso está claro pelo modo como a situação foi, digamos, organizada”. As duas mulheres serão presentes a juiz em Almada.

(em atualização)

Ana Martins Ventura/ O Setubalense

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