Livro “És meu, disse ela” apresentado em clima de emoções

Publicado a Fevereiro 19, 2018 » 575 Views» Cultura, Destaques, Últimas

O livro de António Manuel Ribeiro foi apresentado num clima de emoção, com o autor a contar a experiência marcante de assédio sexual que viveu. “As musas do mal entram na cabeça dos humanos” revelou Manuel Fonseca, editor da “Guerra e Paz”, que publicou a obra “És meu, disse ela”.

O vocalista dos UHF foi o protagonista de uma aterradora história de assédio, que transportou para o livro apresentado na noite de sexta-feira, na Biblioteca de Setúbal, pelas mãos da Casa da Poesia. Manuel Fonseca, jornalista e editor da “Guerra e Paz” começou por traçar as notas dominantes do livro “És meu, disse ela”, da autoria de António Manuel Ribeiro, onde “uma personagem real é mais aterrorizadora que uma personagem de fantasia” porque “as musas do mal entram na cabeça dos humanos”.

O livro, realça Manuel Fonseca, “relata o lado mais negro da vida” e garante “é preciso ser de ferro para aguentar um tormento destes”. Para a poetisa Alexandrina Pereira o livro “És meu, disse ela”, “é a obra mais mediática de António Manuel Ribeiro”, mas lembra que o autor “tem vários livros publicados, entre eles três livros de poesia”. Para a presidente da Casa da Poesia “é preciso ter coragem para desnudar a nossa alma” e citou o escritor brasileiro Mário Quintana quando afirma “as palavras poéticas são aves que chegam e poisam no livro que lês”.

António Manuel Ribeiro, não escondeu a emoção começando por agradecer as presenças da presidente da câmara e do vereador da cultura “por manterem viva a memória de Bocage” e explicou “este livro continua a ser o testemunho da minha passagem por aqui” e “este não é um livro que quis, mas é um livro que precisei”, porque a “minha vida foi devassada e pesquisada durante 10 anos”.

A mulher que desenvolveu uma vasta acção de assédio foi condenada, mas como o autor sublinhou “uma parte da sentença está por cumprir” e “este livro exprime a minha indignação pelo estado de direito”.

O assédio sexual vitima mais mulheres, mas tal como o autor, que assumiu com coragem a denúncia, “ocultar os factos por medo ou vergonha é favorecer os actos do abusador” e “esta perseguição obsessiva foi assim comigo”.

A apresentação do livro terminou com um debate, onde se contaram algumas experiências, em que o livro “És meu, disse ela” é o testemunho real de um assédio aterrador, que nos obriga a reflectir “e se fosse comigo?”.

O Setubalense/ZoomOnline

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