Memórias regressam ao Centro Histórico de Santiago

Publicado a Julho 26, 2014 » 647 Views» Cultura, Últimas

39_2013_JUN_333_VIVER_A_RUA_DR_FRANCISCO_BEJA_DA_COSTA O projeto museológico “Viver a Rua” está de volta hoje ao centro histórico de Santiago do Cacém.

O evento, que recupera tradições, recria momentos e traz aos dias de hoje as memórias do passado no Centro Histórico de Santiago do Cacém, tem o seu epicentro este ano na Rua Padre António Macedo (antiga Rua das Almas) e é promovido pela munícipe Raquel Ventura, em parceria com a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia.

“Lembra-se do teatro na Capela das Almas? E do grupo de cinema Emiliano Zapata? Tem memória dos cavalos das Meninas Costa? E do mercado no Largo da Pimenteira? Recorda-se da Escola Paga da D. Umbelina? E da antiga casa do Jardim de Infância O Sabichão?” São estes os vários motes lançados no cartaz promocional da iniciativa, num regresso ao passado que pretende “fazer de um dia de memórias um dia memorável”. Raquel Ventura afirma que os objetivos passam por “vivenciar o património, proteger e salvaguardar aquilo que temos de mais valioso”.

Aquilo que o ano passado foi um trabalho académico e que se desenrolou na Rua Dr. Francisco Beja da Costa é este ano “um projeto comunitário, não é o meu projeto, sou mais uma pessoa entre muitas que estão a trabalhar há meses”, sublinha Raquel Ventura, que destaca o facto de este ano haver “mais entidades envolvidas e mais animação”, que resultam num “programa mais complexo.

A rua assim o exigiu”, explica a mentora do projeto, atendendo à riqueza histórica da Rua Padre António Macedo: “tem a confluência da mouraria e da judiaria, tem os mercados, tem toda a atividade cultural que foi importante, foi lugar de ensaios da Orquestra Lusa, esteve aqui a Banda Filarmónica sediada, o União esteve aqui sediado, a Juventude Operária Católica também aqui esteve. Há toda uma vida nesta rua que propicia que este programa seja mais audacioso”, conclui.

Toda a animação foi pensada para o dia e tem justificação de acordo com aquilo que foi descoberto sobre a rua e a sua história. Raquel Ventura destaca o facto de “nada ser feito ao acaso” e explica a linha condutora da organização: “não convidámos ninguém porque gostamos mais desta ou daquela entidade. Convidámos as entidades e as pessoas para fazer a animação de acordo com aquilo que nos pareceu fazer sentido para representar o que descobrimos sobre a rua”.

O dia vai ser preenchido e a animação na Rua Padre António Macedo que começou logo de manhã e que incluiu a apresentação do livro Santiago do Cacém – uma história renovada, concertos, teatro, exposições, projeção de um filme, comes e bebes, representação dos antigos mercados de artesanato (baseada no que é descrito nos Annaes do Município).

Decoração da rua e outras surpresas que asseguram um dia preenchido no Centro Histórico de Santiago do Cacém, cujas entradas são livres.

CMSC/Zoom online

Fotos: CMSC

 

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