Moeda local pode representar novo reforço económico para Setúbal

Publicado em Setembro 11, 2017 » Destaques

As moedas locais representam a recuperação do poder compra da população, sendo utilizadas em investimento comercial dentro dos limites do município em que são lançadas. Esta hipótese de revitalização económica pode ser aplicada no comércio tradicional e em investimentos dentro do concelho. Um incentivo à união em cidadania e dinamização da comunidade.

As moedas locais representam uma hipótese de revitalização económica a ser aplicada no comércio tradicional e em investimentos dentro do concelho. Em Setúbal, a ideia da moeda “roaz” pode significar a recuperação do poder de compra para as famílias através de melhores soluções para os valores aplicados em impostos e compras com esta moeda no comércio local. Ideias que se podem traduzir em um ciclo de recuperação económica para todos setores do município.

Luís Teixeira, candidato do partido Pessoas Animais e Natureza (PAN) à Câmara Municipal neste Autárquicas, tem sido um dos defensores desta medida para o município de Setúbal. O ativista social considera que, a criação do “roaz”, uma moeda simbólica a ser utilizada apenas dentro dos limites do concelho, pode representar um novo fôlego no comércio local.

Na sua idealização deste ciclo económico, Luís Teixeira explica que “as moedas locais são uma realidade em 2 500 cidades em todo o mundo. Fazem com que a riqueza criada dentro de determinado lugar não saia para fora”. Como os exemplos de Bristol e Brixton, em Inglaterra. “Estas são moedas que trazem vitalidade à economia local, porque podem-se fazer programas de incentivo à diminuição de impostos, por exemplo.”

A presidente da Câmara Municipal e também recandidata pela CDU nestas Autárquicas, Maria das Dores Meira, considera que “uma moeda local pode ser uma possibilidade de aposta para a recuperação do poder económico dos setubalenses, mas é preciso avaliar bem como poderia ser articulada na bonificação de impostos”.

Uma possibilidade também defendida por Fernando Paulino. O cabeça de lista do Partido Socialista à Câmara Municipal afirma que, “esta proposta já foi defendida anteriormente pelo PS com o mesmo objetivo: dinamizar a economia do concelho”.

Para Nuno Carvalho, representante do PSD, em Setúbal, “existe um princípio que decorre da possibilidade de criação de uma moeda com estas caraterísticas: a promoção do lugar, cidade, região”. No seu entender “Setúbal tem potencial mas, nunca foi promovida com a mesma força que os recursos de Bristol ou Brixton”. Neste contexto, sugere que “há um modo de promover ativos nomeadamente colocando a Feira de Sant’Iago mais próxima da Arrábida e da frente ribeirinha”.

O Setubalense/ZoomOnline

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