Nova Simarsul gere saneamento e águas residuais da península

Publicado em Abril 19, 2017 » Destaques, Sociedade, Últimas

Foi formalizada ontem a sociedade anónima de capitais públicos que tem como accionistas a ADP – Águas de Portugal, em representação do Estado, e os municípios de Alcochete, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal (agregados na Simarsul) que faziam parte da anterior empresa entretanto extinta no âmbito do processo de agregação de sistemas ocorrido em 2015.

A constituição da nova empresa foi oficialmente assinada ontem, numa cerimónia partilhada pelo ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, o presidente executivo do conselho de administração e o vogal executivo, João Afonso Luz, em nome da Simarsul. Na assinatura do contrato de concessão da SIMARSUL – Saneamento da Península de Setúbal S.A., no auditório da ETAR Barreiro/Moita o ministro do Ambiente lamentou a opção política do anterior governo ao ter “agregado um conjunto de sistemas e entidades gestoras, sem o envolvimento das autarquias”. Uma decisão que “não fazia sentido e por isso foram também tão decisivas e fortes estas oposições”. Por isso, o governante vê a assinatura do contrato de concessão como uma vitória: “mostramos hoje que a harmonia se restabelece em torno de um acordo mais forte e mais unido”.

Por seu lado, o presidente da Câmara do Barreiro, Carlos Humberto e Carvalho, recordou um processo “trabalhoso” mas “interessante com resultados positivos de regresso à Simarsul”.  Já para Rui Garcia, presidente da Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS) “mais uma vez se mostrou que não há inevitabilidades, que não há medidas que não se possam reverter e foi isso que aconteceu porque os municípios, os trabalhadores da Simarsul não se resignaram”.

Sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos, a Simarsul tem por objecto a recolha, o tratamento e a rejeição de efluentes domésticos e urbanos, de forma regular, contínua e eficiente, provenientes dos oito municípios abrangidos. O sistema multimunicipal de saneamento da península de Setúbal está dimensionado para tratar os efluentes produzidos por cerca de 591 mil habitantes, no ano horizonte do projecto (2046). Este sistema tratará 30 milhões de m3/ano de águas residuais da região, numa rede constituída por 34 ETAR, servidas por cerca de 300km de interceptores, 122 km de condutas elevatórias e 130 estações elevatórias.

O novo sistema multimunicipal de saneamento da península de Setúbal e a respectiva entidade gestora foram criados pelo Decreto-Lei 34/2017, de 24 de Março, com a concordância dos municípios envolvidos e de acordo com o preconizado no programa do XXI Governo Constitucional. Após a cisão, o anterior sistema agregado mantém-se em operação passando a adoptar a denominação de sistema multimunicipal de abastecimento de água e de saneamento do Vale do Tejo.

O Setubalense/Zoomonline

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