Peregrinação a Barcelona e Fátima pelos doentes de cancro na laringe

Publicado em Abril 26, 2017 » Destaques, Saúde, Sociedade, Últimas

O Encontro Internacional de Laringectomizados, a realizar nos dias 28 e 29 de Abril, em Vilanova i La Geltrú, em Barcelona, vai contar com representantes de Portugal originários de Setúbal, em nome da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

O ‘tiro’ de partida da peregrinação em que participam os setubalenses Manuel Santos e Pedro Maciel, foi dado no domingo. “O meu colega vai de carro e eu vou de bicicleta”, numa peregrinação que vai passar por dezenas de cidades e localidades de Portugal e Espanha, explica a O Setubalense Manuel Santos, um dos organizadores do evento cujo mote nasceu em 2015, com a ciclo-peregrinação de Setúbal ao Vaticano, denominada “Dar Voz à Esperança”.

O objectivo da iniciativa é o de “sensibilizar” a sociedade para “o que é ser doente oncológico e, ao mesmo tempo, laringectomizado, e assim perder faculdades que temos ao nascer, como a voz, o olfacto e o paladar”, explica Manuel Santos, o ciclista peregrino cujo tema é “a nossa voz é a voz de todos” os pacientes oncológicos.

A ciclo-peregrinação “Dar Voz à Esperança” tem um percurso de cerca de 1350km, durante 14 dias. Depois do encontro internacional em Barcelona, regressa com destino ao Santuário de Fátima, em 13 de Maio, onde os peregrinos contam participar nas celebrações e ver o Papa Francisco.

O laringectomizado é uma pessoa afectada pelo cancro da laringe e que, para lhe ser salva a vida, teve de se submeter a uma cirurgia na qual lhe foram retiradas as cordas vocais e a laringe. Consequências desta operação: ficar sem voz, sem olfacto e sem paladar; e respirar por um orifício aberto na parte inferior do pescoço.

O orifício (traqueostoma) tem uma cânula para evitar que se feche; mas nem todos os doentes precisam deste acessório. Em Portugal existe um grande número de laringectomizados, sendo a maioria homens.

Diz a Associação Portuguesa de Limitados da Voz, na sua página online, que o laringectomizado é uma pessoa sem voz; “não é um inválido, pode e deve ser reabilitado. Pode e deve voltar a falar com uma nova voz, monótona, mas suficientemente clara e fluida para que o entendam”.

O Setubalense/Zoomonline

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