Presidente da Câmara de Santiago exige “medidas de fundo” ao Governo para resolver o problema da falta de médicos

Publicado em Fevereiro 27, 2015 » Saúde, Últimas

MSC_3852O Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha, exige “medidas de fundo” ao Governo para resolver o problema da falta de médicos e da degradação do estado da saúde nas zonas mais afastadas dos centros urbanos, em reação à demissão dos chefes da urgência do Hospital do Litoral Alentejano (HLA), que protestam contra a falta de condições materiais e humanas.

“Infelizmente são há muito conhecidos os problemas que existem no Hospital, em particular com a falta de profissionais de saúde, nomeadamente os médicos”. Álvaro Beijinha recorda que este é um problema que “a Câmara Municipal tem vindo, desde há muito tempo, a alertar as entidades competentes, em particular junto do Governo e da ARS Alentejo. Ainda há menos de um ano, uma delegação de presidentes de câmara do Alentejo Litoral reuniu com o senhor Ministro e com os dois Secretários de Estado da Saúde, a quem levámos um conjunto de preocupações relativamente ao estado que a saúde vive na região”. O Presidente da CMSC espera que “esta demissão – que é um aspeto muito negativo – possa de alguma forma contribuir para alertar o Governo, no sentido de dotar o HLA e os cuidados primários – estamos a falar dos centros de saúde e dos médicos de família – com mais profissionais”.

“Têm havido abertura de concursos e eles muitas vezes ficam desertos”, lamenta Álvaro Beijinha, que sublinha a importância de “tomar medidas de fundo, de forma a distribuir melhor os médicos que existem no país, que estão muito concentrados nos grandes centros urbanos”.

“Esta política de austeridade tem atacado todas as áreas e obviamente que na saúde houve cortes muito significativos. Isso reflete-se na prestação dos cuidados de saúde à população”, que aponta o caso do HLA como “muito preocupante”. O problema maior, refere, “não está na falta de infraestruturas, porque o Hospital é relativamente novo”, não obstante a existência de “problemas na sua própria conceção de raiz – nas urgências, que são subdimensionadas para quilo que são as necessidades reais – mas o problema maior é a falta de médicos e também de enfermeiros, mas fundamentalmente os primeiros. Enquanto o Hospital e os centros de saúde não estiverem dotados destes profissionais, o problema irá sempre persistir”, conclui.

 

CMSC/Zoomonline

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