Projeto ILEGAL vence final nacional do 14.º Poliempreende

Published On Setembro 21, 2017 » 1468 Views» Destaques, Educação

O projeto ILEGAL, da dupla António Mendes, estudante do curso de Engenharia Mecânica na Escola Superior de Tecnologia de Setúbal do Instituto Politécnico de Setúbal (ESTSetúbal/IPS), e João Frazão, elemento externo, foi o vencedor da 14.ª edição do concurso nacional Poliempreende, que se disputou recentemente em Bragança, no âmbito do programa PIN – Polientrepreneurship Innovation Network, e no decorrer de uma semana dedicada ao empreendedorismo (de 11 a 15 de setembro).

Depois de conquistada a fase regional da competição, o ILEGAL, projeto de customização de motociclos, venceu a final nacional da competição, tendo impressionado um júri de peso, constituído por representantes do PIN/Poliempreende, Delta Cafés, Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAPMEI), Agência Nacional de Inovação (ANI) e da Startup Portugal.

O ILEGAL, que promete criar soluções para uma mais fácil legalização de motociclos transformados, área para a qual o mercado português não tem atualmente respostas, foi um dos 19 projetos regionais que chegaram à final do Poliempreende, como culminar de um processo que envolveu, na sua fase inicial, 480 estudantes e 161 projetos com origem no  ensino superior politécnico. Nos seguintes lugares do pódio ficaram os projetos Célia Celíaca, de alunos do Instituto Politécnico do Cávado e Ave, e Zthreat, concebido no Instituto Politécnico de Bragança.

António Mendes, estudante da ESTSetúbal/IPS, reage com “grande satisfação e alguma surpresa” a esta vitória, já que a equipa que forma com João Frazão decidiu participar apenas com a intenção de “ganhar conhecimentos na área de desenvolvimento de empresas e de saber como poderíamos entrar no mercado da melhor forma possível”.

A ideia original nasceu do projeto final de curso de Engenharia Mecânica, que consistia em construir um quadro de motociclo testado e homologado em território nacional, mas rapidamente a pesquisa apontou para algo mais ambicioso – a criação de uma empresa de produção de quadros. Uma vez que, nota António Mendes, “verificou-se que em Portugal não existem empresas com este tipo de produto homologado”.  Deste modo, o que a marca ILEGAL propõe ao consumidor é agilizar o processo de legalização de motociclos estética e tecnicamente transformados, oferecendo-lhe soluções “com base na engenharia, e de forma segura e original, de acordo com o seu gosto”.

Para o desenvolvimento deste projeto vencedor, António Mendes contou com o apoio dos docentes Aníbal Valido (orientador de projeto), Ricardo Cláudio e Fernando Valente, da ESTSetúbal/IPS, e da técnica Sandra Pinto, da Unidade de Apoio à Inovação, Investigação e Desenvolvimento e Empreendedorismo (UAIIDE-IPS).

Agora com mais um estímulo a reforçar os ânimos destes jovens empreendedores, o rumo do projeto vai manter-se segundo o planeado, ou seja, entrar no mercado a partir do início do próximo ano, 2018, depois de certificado pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMTT).

“O protejo já se encontra numa fase final, estando neste momento um protótipo a ser montado para os testes de estrada. Após esta fase vem a homologação e, se tudo correr como previsto, a marca ILEGAL vai entrar no mercado em 2018”, informa o estudante do IPS, sublinhando como “fundamentais” para a concretização desta ideia de negócio as competências adquiridas ao longo da sua formação na ESTSetúbal/IPS, sobretudo na área da Mecânica.

IPS/Zoomonline

 

 

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