Proteção Civil apela ao bom senso dos setubalenses em caso de tempestade

Publicado a Março 7, 2018 » 29432 Views» Destaques, Sociedade, Últimas

Hoje, a partir do final do dia, “a aproximação de ondulações frontais associadas a depressões cavadas irá afetar diretamente o continente e a Madeira, originando precipitação, que será por vezes forte e persistente, podendo mesmo ser acompanhada de trovada, em especial a partir do dia 9”, informa o Instituto Português do mar e da Atmosfera (IPMA) em comunicado. “O vento irá aumentar de intensidade, esperando-se que atinja os valores de rajada até 90 km/h, que serão até 110 km/h nas terras altas”, em especial, também a partir do dia 9.
Em consequência destas condições haverá um aumento da agitação marítima, com ondas entre os 5 e 6 metros, “podendo até atingir os 8 metros”, a partir do próximo fim-de-semana.

Proteção Civil alerta para cuidados e mantém articulação com restantes entidades locais

“O nosso dispositivo é sempre o mesmo, o ano inteiro, sendo reforçado sempre que se verifica necessário e de acordo com os avisos do Instituto Português do Mar e da Atmosfera e da Autoridade Nacional de Proteção Civil”, afirma José Luís Bucho, coordenador do Serviço Municipal de Protecção Civil. De acordo com estes alertas “e o risco identificado para o concelho nós temos sempre o nosso dispositivo municipal preparado”.
Um dispositivo constituído por “bombeiros, Cruz Vermelha, Serviços Operacionais do Município, Serviços Operacionais das juntas de Freguesias e empresas”. Recursos que, segundo explica José Luís Bucho, “estão a contribuir para a boa operacionalidade do Serviço Municipal de Proteção e Socorro”.
Na sua exposição reforça, “não fazemos nada de serviços especiais, porque na realidade estamos sempre preparados”.

Em caso de alerta vermelho que medidas?

Sobre a possibilidade de uma situação pontual com a gravidade de alerta vermelho devido a tempestade, o coordenador do Serviço Municipal de Proteção Civil apela ao bom senso dos setubalenses. “Primeiro que tudo manter-se em casa. Porque, por vezes, ao saírem à rua para ir ver o que está a acontecer, mesmo que seja um pequeno acidente, não o façam, porque só vão complicar a situação e trabalho dos operacionais e podem potenciar a ocorrência de um outro acidente”.
Por isso, José Luís Bucho afirma, mais uma vez, “ficar em casa e estar atento aos meios de comunicação social, para saberem, a todo o momento, o que precisam fazer e qual o ponto de situação”.
Aos setubalenses que, em caso de alerta vermelho, precisem sair, “alegadamente por motivos profissionais e que muitas vezes nos questionam ‘o que faço se preciso sair para ir trabalhar’?”. Nesses casos o coordenador explica “se for decretado alerta vermelho” o mais grave na escala, “nesse caso ninguém estará autorizado a sair de casa sequer para trabalhar”.
Por isso, a melhor solução será sempre “ficar em casa, atento à comunicação social e respeitar as indicações dos bombeiros, Proteção Civil e Cruz Vermelha”.

Ana Martins Ventura/ O Setubalense

 

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