Rejeitar o declínio nacional, abrir o caminho dum Portugal com futuro

Publicado em Maio 18, 2015 » Destaques, Opinião, Política

francisco lopesA situação do País está marcada pelas consequências profundamente negativas da política de direita agravada nos últimos anos, pelos PEC, a aplicação do Pacto de Agressão que PS, PSD e CDS-PP subscreveram com a troica e a política que continuou ao longo do último ano.

No imediato o Governo PSD/CDS-PP, sentindo o terreno fugir-lhe debaixo dos pés, à medida que se aproximam as eleições para a Assembleia da República, procura criar o máximo de factos consumados na satisfação dos interesses do grande capital nacional e transnacional, designadamente com o negócio das privatizações, o esbulho do património público, como está a acontecer com o Oceanário, as empresas públicas de transporte de passageiros, a EMEF, a CP Carga e a TAP.

Ao mesmo tempo procura criar uma ilusão sobre a situação do País, mistificando a realidade que o povo português sente na sua vida e acenando com a ideia dos dias melhores que aí vêm. Mentira de perna curta, que logo fica desmentida, quando em articulação com a União Europeia explicita, como aconteceu com o Programa Nacional de Reformas e o Programa de Estabilidade, o propósito de continuar a política de agravamento da exploração, empobrecimento e declínio que tem fustigado o País.

Mas, se do lado do PSD e do CDS-PP, continuando o desastre em curso, é o que se vê, o PS aí está a convergir com os partidos do Governo e em alguns aspectos a ultrapassá-los pela direita. Isso mesmo ficou á vista na recente divulgação do cenário macroeconómico para a década onde, entre outros aspectos, mantém o essencial das medidas da injustiça fiscal, agrava a legislação laboral e promove um novo ataque à segurança social descapitalizando-a, reduzindo pensões e admitindo um novo aumento da idade da reforma.

É a perpetuação da exploração, do empobrecimento do povo e do favorecimento do grande capital, é o comprometimento do futuro de Portugal.

Por isso se impõe cada vez mais a ruptura com a política de direita e a afirmação das soluções para o País, dos valores de Abril, que integram a política patriótica e de esquerda, uma política de libertação dos trabalhadores, do povo e do País do domínio dos grupos monopolistas e da dependência externa.

Por isso se impõe cada vez mais a abertura do caminho dum Portugal com futuro, que assenta na força dos trabalhadores e do povo, na convergência dos democratas e patriotas e no indispensável reforço da expressão eleitoral da CDU, a Coligação Democrática Unitária, PCP-PEV.

Francisco Lopes

Membro da Comissão Política e do Secretariado do CC do PCP

Deputado eleito pelo círculo de Setúbal

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