Salvador Sobral coloca Portugal no topo da Eurovisão pela primeira vez

Publicado em Maio 14, 2017 » Cultura, Destaques, Sociedade, Últimas

Algumas semanas atrás entrevistamos Salvador Sobral, no âmbito do concerto comemorativo do Dia Mundial do Jazz, no Seixal. E enquanto vencedor do Festival da Canção, com o tema Amar pelos Dois. Nas suas palavras, simplesmente, “uma linda canção”, com inspiração na bossanova e jazz americano.

Agora, no momento em que a sua voz levou Portugal pela primeira vez à vitória da Eurovisão, recordamos as suas palavras sobre a crescente recetividade do público e os planos para a música, no futuro.

ZoomOnline – Desde 2009, após venceres o concurso Ídolos, que grande parte do público desconhecia os novos projetos a que estavas dedicado. À semelhança de muitos participantes do concurso, o tempo passou e a música seguiu outros rumos. Salvador, por onde foram estes últimos anos?

Salvador Sobral – Estes anos passaram-se por Espanha, primeiro em Maiorca, a tocar em bares restaurantes e hotéis e depois em Barcelona, onde estudei jazz. Quando voltei a Portugal comecei a trabalhar no meu primeiro disco.

ZoomOnline – A que projetos estiveste dedicado e de que modo eles te trouxeram a este momento?

S.S. – Para além do meu primeiro disco, Excuse Me. Estive também dedicado à NOKO WOI uma banda que tenho em Barcelona. E a um projeto de tributo a Chet Baker [cantor e trompetista do jazz norte-americano].

Entretanto lançaram à minha irmã [Luísa Sobral] o desafio de compor uma canção para o Festival da Canção. Ela lançou-me o desafio de cantar o tema…

ZoomOnline – E o jazz, quando chegou, no decorrer deste percurso?

S.S. – Foi definitivamente quando estava em Maiorca a trabalhar. Mergulhei no jazz e nunca mais consegui de lá sair!

ZoomOnline – Depois de mais de um ano a tentar lançar o disco Excuse Me, uma co-produção com Júlio Resende e Leonardo Aldrey. De repente, agora, ele está a chegar a todos os lugares. E promete que, para ficar. Como está a ser a recetividade do público, desde a vitória no Festival da Canção ao boom em torno da tua música?

S.S. – O público recebe sempre muito bem os nossos concertos. Na verdade, já recebia antes do Festival, a diferença é que não conseguíamos chegar a tanta gente. Este disco tem uma grande vertente improvisacional, e o público abraça também esta maneira de estar. Com versões reinventadas de temas como “Autumn in New York”. E outros originais, meus e do Leonardo Aldrey.

ZoomOnline – Neste compasso de espera até à Eurovisão como é gerir estes pequenos concertos como o do Seixal que, no fundo, são expressivos de novas propostas culturais, em Portugal?

S.S. – É ótimo! O que mais gosto de fazer é tocar ao vivo e mostrar a minha música às pessoas!

ZoomOnline – Como surgiu o Seixal nesta tournée?

S.S. – A programação deste concerto no Seixal faz parte da era pré-festival, o que me deixa feliz, porque a equipa do Fórum Municipal faz parte dos que acreditaram em nós pelo valor da música, antes da notoriedade que somos alvo agora. Só tenho a agradecer-lhes por isso, porque torna este convite ainda mais especial. Um concerto integrado nas comemorações do Dia Internacional do Jazz, foi nesse sentido que nos fizeram o convite.

ZoomOnline – Neste ponto de maturação musical, que novo percurso desejas?

S.S. – Desejo um segundo disco com muita música nova. A partir do jazz e de outras sonoridades que influenciam a minha música. Quero procurar uma nova sonoridade.

ZoomOnline – Uma palavra para a música portuguesa de agora? E uma palavra para o futuro?

S.S. – Agora… Qualidade. No futuro, Esperança.

 

O Seixalense/ZoomOnline

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