Secretária de Estado contra discriminação da mulher

Publicado em Março 8, 2017 » Destaques, Política, Sociedade, Últimas

Catarina Marcelino, secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, esteve esta terça-feira presente no debate “Desafios e caminhos para a Igualdade de Género no Mercado de Trabalho”, no âmbito da 3ª Semana da Empregabilidade do Instituto Politécnico de Setúbal, e aproveitou para destacar a importância de eventos como este na nossa região.

“É um tema de muita importância na definição de quem somos. E nós temos uma região muito competitiva mas queremos que seja ainda mais”, refere Catarina Marcelino, que vê com grande satisfação o envolvimento do IPS na questão da igualdade de género e da empregabilidade.

No que diz respeito às desigualdades existentes ainda nos dias de hoje, não se conforma com o facto de, em pleno século XXI, estas serem as mesmas ou ainda mais do que no século anterior. Exemplo é o caso da desigualdade salarial, que, para si, é das maiores injustiças que existem no sistema democrático. “Vivemos numa democracia e numa democracia uma mulher não pode estar impedida de realizar certas actividades ou de ter um salário diferente só porque é mulher”, considera. “Nas escolas, não sentimos essa desigualdade. No ensino, o sistema é extremamente igualitário. O problema surge quando entramos no mercado do trabalho, e não podemos aceitar sermos tratados de forma desigual, sejamos homens ou mulheres”, acrescenta.

Aproveitando para recordar o motivo pelo qual este dia 8 de Março é Dia da Mulher, Catarina Marcelino considera ser necessário ter a consciência de que é preciso terminar com as desigualdades todos os dias “porque a mudança só é possível se todos juntos e todas juntas dermos esse passo. A sociedade é feita por cada um e cada uma de nós, e cabe a cada um de nós não aceitar a discriminação. Vivemos numa democracia, os tempos estão difíceis mas acho que temos de consertar a nossa democracia a fim de construir uma sociedade onde as pessoas sejam mais felizes e tenham melhor qualidade de vida”. A terminar, citou uma frase da agenda da Organização das Nações Unidas: “ninguém, mas ninguém fique para trás”.

O Setubalense/Zoomonline

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