Setúbal perde mil desempregados num ano

Publicado a Fevereiro 3, 2017 » 651 Views» Destaques, Economia, Sociedade, Últimas

O IEFP de Setúbal registou no final do ano passado menos mil inscrições de desempregados oriundos do concelho que no final do ano de 2015. Palmela perdeu cerca de 400 desempregados no mesmo período de tempo.

O número de desempregados de Setúbal e Palmela com inscrição no centro de emprego, tendo em consideração os valores globais do desemprego local, diminuiu em mais de 1300 desempregados. Nas estatísticas lançadas pelo IEFP no seu website verifica-se que o concelho de Setúbal possuía no final do ano passado 5 662 desempregados inscritos no centro de emprego, enquanto em Dezembro de 2015 eram 6 646, ao passo que Palmela tinha 2 271 desempregados oficiais, 350 que no ano anterior.

O Centro de Emprego de Setúbal, que recebe desempregados de Setúbal e Palmela, conseguiu no espaço dum mês, em Dezembro, colocar no mercado laboral 57 pessoas que estavam desempregadas.

No que diz respeito à procura do primeiro emprego, 636 pessoas dos concelhos de Setúbal e Palmela permanecem à espera duma oportunidade. Setúbal teve a maior fatia deste bolo, com 484, enquanto em Palmela 155 efectuaram a inscrição para procurar o primeiro posto de trabalho.

Em relação ao número de desempregados inscritos há mais de um ano, houve uma diminuição relativamente ao ano passado quando somados os dois concelhos. Palmela contava com 917 inscritos há mais de um ano no final de 2015, pelo que agora possui 855. Já Setúbal viu este número passar dos 2 908 para os 2 318.

CGTP desmente números oficiais do IEFP

“Só no concelho de Setúbal existiam 7013 desempregados no final de 2016”, diz Luís Leitão, dirigente sindical da União de Sindicatos de Setúbal, afecta à CGTP. A disparidade entre os números do sindicato e do organismo do Estado explica-se pela não contabilização, por parte do IEFP, de 1020 desempregados ocupados, em formação e em Contratos de Emprego e Inserção, e outro 400 que por baixa médica ou por impossibilidade de inscrição no Centro de Emprego, são deixados de fora. Luís Leitão aponta para a real criação de emprego através duma política de investimento público que atraia o sector privado para Setúbal. “Não podemos viver somente do turismo. É necessária uma aposta estrutural na criação de emprego”.

Sem contar com o desemprego, o sindicalista lamenta ainda o grande número de vínculos precários que existem na cidade. “Há empresas em cascata no sector industrial da Mitrena que contribuem para a precarização do vínculos laborais, sem falar dos falsos recibos verdes”.

O Setubalense/Zoomonline

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