TST alvo de inspecção por queixas em demasia

Publicado em Janeiro 30, 2017 » Sociedade, Últimas

Os Transportes Sul do Tejo (TST) estão a ser alvo de uma acção inspetiva devido à quantidade de reclamações sobre os serviços. A informação foi avançada pelo presidente da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) no parlamento no início da semana passada.

Confrontada com este anúncio, fonte oficial da administração dos TST relativiza a situação e refere que “as inspecções aos transportes estão enquadradas nas competências da AMT, sendo que esta entidade as realiza habitualmente a todos os operadores de transportes. A TST encara com total normalidade a ação inspetiva anunciada, da qual não há ainda nenhum resultado, e considera importante a avaliação do trabalho dos operadores para que estes possam comprovar a eficácia do seu trabalho”.

De acordo com João Amaral Carvalho, que falava na comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, a acção inspetiva nos TST surge depois de uma outra começada em 2016, que incidiu em 36 operadores de transportes a nível nacional, que representam 86 por cento das carreiras registadas.

Em Setúbal, um dos grandes motivos de queixas ao serviço dos TST deu-se em Julho de 2015, altura em que a carreira urbana 606 (Largo José Afonso – Peixe Frito) acabou por motivos de baixa afluência. Os TST ainda tentaram adequar a procura ao serviço prestado através dum minibus, mas nem tal foi suficiente. “A carreira 606 registava uma procura muito reduzida. Foi, inclusivamente, alocado um Minibus no intuito de adequar o tipo de viatura à procura do serviço, sendo que se constatou que esta solução também não era suficiente para manter a linha”.

A 23 de Novembro, a Comissão de Utentes de Transportes da Margem Sul (CUTMS) realizou uma ação de protesto junto às instalações da empresa TST, para contestar o serviço que “está degradado e a frota obsoleta”.

“Realizámos esta ação de protesto devido à degradação do serviço prestado pelos TST. Depois de cortarem carreiras e horários, agora nem os horários cumprem. A frota está também obsoleta e muito degradada”, disse na altura Luísa Ramos, da CUTMS. “Existem cada vez mais casos de avarias de autocarros em serviço, bem como falta de condições para transportar pessoas com mobilidade reduzida”.
“Esta empresa tem uma frota envelhecida, sem conforto, sem higiene e com constantes avarias. Os preços são também exorbitantes”, defendeu. Luísa Ramos afirmou ainda que os utentes exigem uma maior fiscalização ao serviço prestado pela TST por parte das entidades competentes.

O Setubalense/Zoomonline

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