“Vamos ter uma atitude séria até ao último dia”

Published On Abril 28, 2017 » 360 Views» Desporto, Destaques, Últimas

Em conferência de imprensa, José Couceiro diz perspetivar um “bom jogo” frente ao Guimarães, esta noite (20h30), no Bonfim. Diz que está a pensar no futuro do Vitória, mas que não vai permitir relaxamento, até porque os jogos que aí vêm “mexem com a classificação” e “estão profissionais em causa”.

O que espera deste duelo frente ao Guimarães, uma equipa que ocupa o 4.º lugar e está na final da Taça de Portugal?
Espero um bom jogo. São duas equipas em posições diferentes da tabela – o Guimarães está a fazer uma excelente caminhada e nós a que estávamos à espera de fazer -, mas são duas equipas que têm uma abordagem positiva ao jogo. Espero que possamos ter um bom jogo, porque essa é a tradição dos jogos entre os dois Vitórias. Já é um clássico, com quase 140 edições. O Guimarães está num bom momento e os jogadores estão confiantes, mas também estamos em condições de fazer um bom jogo. Matematicamente, falta-nos um ponto para assegurar a permanência, por isso estamos sem stress.  Conto com os nossos adeptos, porque têm tido um papel muito importante no nosso percurso e é bom lembrar isso. Têm-nos apoiado nos momentos difíceis.

O Vitória não marca há três jogos e sofreu três golos em cada um dos dois últimos encontros. Isso preocupa-o?
Claro que me preocupa. Já tínhamos falado da situação ofensiva antes disso. Defensivamente, a equipa cometeu erros e sofreu golos excessivos e tem que voltar ao seu normal. Mas por outro lado, quando já se pensava em voos diferentes, eu disse-vos que as coisas são feitas com algum equilíbrio, e acho que o Vitória cresceu durante esta época.
A equipa não está no seu melhor momento em termos de resultados e todos esses fatores nos preocupam, apesar de também ser importante fazer evoluir todos os elementos da equipa para que possamos, para o ano, ter mais trabalho acumulado. É importante haver uma continuação, porque isso é que nos vai dar estabilidade para o futuro. Em relação à minha equipa de 2013/14, resta o Venâncio.
É importante que não haja relaxamento, para que a equipa continue a crescer. Uma equipa que está muito confortável, não consegue crescer. Esta época tem fugido à regra dos últimos anos do Vitória, mas uma época assim tem que ser a regra.

Então, os restantes jogos até ao final do campeonato podem funcionar como uma pré-época antecipada?
Não. Entendo que os clubes devem estar sempre a pensar no futuro, mas os jogos que faltam não podem ser entendidos como pré-época. Os jogos que faltam são jogos de campeonato, que mexem com a classificação e temos que ter respeito por todos os profissionais. Estão profissionais em causa e vamos ter uma atitude séria até ao último dia. Não quero que haja facilidades também por isso, porque quando estamos nas posições deles queremos que toda a gente seja séria até ao fim. Sei que não há a mesma pressão e que há algum abrandamento, mas temos que fazer de tudo para que isso não aconteça. Mas obviamente que vou dar minutos a alguns jogadores.

Garante que vai continuar no Vitória na próxima época?
Estou a trabalhar para o Vitória. Tudo o que possa acontecer comigo, é comunicado ao Vitória. Durante este ano, já houve quem comunicasse à direção para eu poder sair e eu não saí. O que posso dizer é que sou treinador do Vitória e que não há propostas em cima da mesa.
O que respondi, numa entrevista a um jornal russo, foi que admitia a hipótese de um dia voltar a treinar na Rússia. Mas não disse que vou para lá. Já tive propostas para voltar para lá e não fui. Em relação ao Venâncio, disse que não sabia de nada e que achava estranho ter sido o treinador do Lokomotiv Moscovo a admitir o interesse nele, porque damo-nos bem e creio que ele me telefonaria a perguntar como é o jogador se ele quisesse um jogador da minha equipa. Também tinha ouvido falar do interesse deles no Fábio Cardoso, em janeiro. Mas ninguém falou comigo.

O Setubalense/ZoomOnline

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