Voluntários de Setúbal salvam vidas em Moçambique

Publicado em Abril 28, 2017 » Destaques, Educação, Sociedade, Últimas

Criada em 2010, a The Big Hand é uma organização não-governamental que se dedica a construir escolas, a investir em equipamentos, a formar professores e a desenvolver, em parceria com os agentes locais, programas inclusivos para as crianças e para a comunidade. Uma das mais recentes vitórias foi a abertura de um furo de água que vai promover a qualidade de vida local.

“Estamos em Chipaco, distrito de Vanduzi e província de Manica, há dois anos, com um programa que apoia cerca de 200 crianças vulneráveis diariamente com alimentação, higiene pessoal, apoio escolar e dinamização de actividades culturais e desportivas”, refere David Fernandes, director da ONG. Natural de Setúbal, David era professor na Associação Cristã da Mocidade (ACM) até conhecer Moçambique. Actualmente vive e trabalha lá, com a sua família, tendo por missão lutar sempre por um mundo melhor.

Com o valor necessário para abrir um furo de captação de água recolhido ao longo do tempo, para que a população deixasse de utilizar a água disponível em charcos, sem higiene e segurança, a aldeia de Chipaco, no centro de Moçambique, passou agora a ter água potável, sendo mais recente beneficiária dos projectos da organização, que apoia cerca de 5 mil crianças em várias aldeias da província de Manica.

Creche a caminho Depois da água potável conseguida para cerca de mil pessoas, a The Big Hand tem agora em mãos “o projecto de criar uma creche, dado o elevado número de bebés, sendo que o próximo objectivo é então angariar o valor para a sua construção”, explica Cristina Augusto, embaixadora e voluntária do projecto em Setúbal desde o início. A acção em Moçambique centra-se, assim, na criança e divide-se em duas áreas de actuação, através de um programa de apadrinhamento de crianças e do programa Escola-Amiga, com a formação de professores, apoio à associação de pais e estudantes, construção de bibliotecas, salas de estudo e furos de água.

Cidade recolhe verbas Com campanhas de angariação de fundos a decorrer, como por exemplo, a de “Um lápis por uma escola”, em que cada lápis vale a contribuição de um euro, além de outras iniciativas como a realização de encontros de padrinhos em várias partes do país, a divulgação do projecto em escolas da cidade e eventos, bem como a necessidade de criar pontos de venda para os produtos da merchandising da ONG, voluntários nunca são demais. “O ser voluntário aqui é tentarmos arranjar formas de angariar dinheiro, agora, depois de ter sido feito o furo, com o objectivo de fazer a creche, ainda à espera de orçamentos”, adianta Cristina Augusto.
Em Setúbal, a The Big Hand está presente em feiras como a Feira da Bagageira, Mercado da Pulga e o Outlet da Baixa, já desenvolveu campanhas na APSS e na Segurança Social a nível interno, e conta com o Vitória, o Continente, a Câmara e a União de Freguesias como parceiros.

Apadrinhar crianças ajuda A actuar na província de Manica, que tem uma área estimada de 62.272km2, um total de 1.438.386 habitantes e cuja capital Chimoio fica a 1.100km a norte de Maputo, a The Big Hand é uma instituição aberta a qualquer pessoa ou entidade que queira ajudar e fazer a diferença no mundo, de forma a promover o bem-estar das crianças que vivem em condições desfavoráveis, bem como garantir o seu acesso à educação, cuidados de saúde e nutrição, a água e saneamento básico, uma vez que a organização acredita que crianças educadas num ambiente saudável vão mudar o mundo.

O apadrinhamento de crianças é uma das possibilidades de dar o seu contributo e participar neste projecto, no valor de 25 euros mensais, ficando em contacto com a criança através de e-mails e cartas, acompanhando o processo de crescimento da mesma e depois de um processo de conhecimento e envolvimento de ambas as partes, o padrinho pode deslocar-se ao local para conhecer e ter contacto directo com o projecto, experiência que já aconteceu, por exemplo, com as madrinhas Rita Redshoes e Catarina Furtado.

O Setubalense/ZoomOnline

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